Diverso e Divertido

Eu gosto de buscar coisas únicas, inusitadas e diferente. Gosto do lado mas profundo das coisas. As notícias tem que servir a um propósito, levar a um caminho, realizar um movimento pelo bem da vida, das pessoas, do mundo.

A difícil arte de admitir o fim de um relacionamento e seguir

Posted by NudezFeliz em janeiro 19, 2011

A difícil arte de admitir o fim de um relacionamento e seguir

Foto do autor

por Luciano Ribeiro
em 15/01/2011 às 12:39 | Artigos e ensaios, Sexo

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    Num belo momento percebemos que não sobrou mais alternativa alguma. Todas as esperanças se esgotaram. Os telefonemas doloridos, as mensagens cuidadosamente compostas, encontros aleatórios forjados e demais rituais do pós-término simplesmente cessaram. Diante de nós um passado cada vez mais distante e uma estrada a se percorrer. Assustadoramente promissora.

    Quando nos pegamos de frente para a necessidade de seguir, temos a ilusão de parecer mais fácil permanecer parado, esperando por um milagre. Nos seguramos a qualquer pequena certeza que possa trazer a mínima expectativa de tê-la de volta.

    Sem retorno. | Foto: Magno JR.

    Vasculhamos emails, procuramos por fotos em redes sociais, forçamos caminhos, vamos aos mesmos lugares para gerar novamente “coincidências” que tornem possível um reencontro. Tudo porque queremos, desesperadamente, estar errados e ver que aqueles filmes que assistíamos juntos falavam a verdade.

    Os dias vão correndo, a eles juntam-se semanas, meses e em alguns casos extremos, até anos. Tudo depende de uma escolha pessoal, simples e objetiva. Pegar a estrada e avançar.

    A vida não funciona igual sua agenda do Google.

    Obstáculos ao recomeço

    Somos habituados a enxergar os acontecimentos na vida como se estivéssemos dentro de um jogo. Seguimos uma lógica dualista, preto e branco, bem e mal, ganhar ou perder. Lógica responsável por grande parte das aflições que nos atingem. Some a isto uma boa dose de autocentramento e temos uma bomba de sofrimento, prestes a explodir, diante de qualquer instabilidade.

    O referencial autocentrado se transforma no principal obstáculo quando estamos diante da possibilidade de seguir nosso caminho. É ele que se veste de culpa e medo fazendo-nos estagnar. É ele que nos força a tentar vencer, moldando as circunstâncias exteriores a nosso favor. O grande problema é que, muitas vezes, este “a favor” não é tão favorável assim.

    Entramos em uma espécie de limbo emocional, ao tentar recuperar condições que não mais existem. Deixamos de abrir espaço para que novas oportunidades floresçam, mesmo sabendo ser inviável o retorno ao passado. Insistimos em bater com a cabeça na parede, atacando nossa mente com perguntas sem resposta, forçando sentido numa busca para ter quem desejamos. Porém, esquecemos que, na realidade, tudo o que queremos é cessar o sofrimento – só que tentamos por meios equivocados.

    Permanecer preso a um relacionamento, por mais insensato que possa parecer, é um mecanismo de busca pela felicidade por meio da fuga. Fuga do sofrimento que acabará apenas movendo a engrenagem, gerando um pouco mais dor.

    Por acreditarmos num ideal de felicidade eterna, seguimos repetindo erros, tapando buracos, administrando dor e confusão em pequenas doses semanais. Ficamos dentro da prisão sob a condição de poder aprisionar o outro também. Tentamos evitar que a felicidade escorregue pelos dedos, num processo obsessivo-compulsivo. Somos ingênuos a ponto de acreditar que basta resgatar determinadas condições para cessar a dor.

    “Este é o meu ideal de felicidade eterna.”

    Claro, parece muito lógico. Se antes eu estava feliz e agora que ela me deixou eu sofro, evidentemente, se conseguir reestabelecer a relação, voltarei a ser feliz. O problema que a lógica deixa escapar é o fato de que tudo, invariavelmente, muda. Mesmo trazendo a pessoa de volta ao seu convívio, a bomba permanecerá ali, tiquetaqueando, esperando uma oscilação para explodir novamente.

    Não adianta ficar parado, remoendo dores do passado, imaginando que isso o impedirá de viver novas dores no futuro.

    Não é bem a separação que nos faz sofrer

    Recomeçar parece difícil pois não damos a oportunidade das pessoas nascerem diante de nós. Olhamos para elas matando-as com nosso olhar sem vida. A começar por nossa ex: seguir é também liberar o outro para seguir, parar de perturbá-lo, impedi-lo, controlá-lo.

    Ironicamente, é esse movimento interno de não admitir o fim que gera grande parte do sofrimento que parece residir lá fora, na situação. Ficamos machucados de tanto nos debater na terra onde poderíamos apenas andar. Sofremos menos porque acabou e mais porque não sabemos seguir.

    Às vezes nos deparamos com uma pessoa que é muito diferente da ex e isso se torna um obstáculo à construção de uma nova relação. Em outros momentos, encontramos alguém que nos faz lembrar a pessoa anterior e isso também nos bloqueia. Inventamos justificativas para não permitir que avancemos, por medo, orgulho, raiva ou ciúme.

    Por isso, às vezes, ao invés de simplesmente não permitir que alguém nasça com qualidades que nos encantem, simplesmente lhes damos o pior nascimento possível. Ficamos apagados, desistimos do mundo, esquecemos de observar a beleza primordial das coisas ao nosso redor. Revestimos a pessoa de defeitos, estagnamos voluntariamente diante daquela oportunidade, apenas para sofrermos mais à frente ao ver nosso campo de ação cada vez mais reduzido. Geralmente porque nosso corpo, a qualidade das nossas relações ou nosso brilho natural decaiu.

    Todas aquelas frases prontas do estilo “Ela era a melhor mulher do mundo”, “Ela era perfeita” e “Nunca mais vou encontrar alguém assim” são  consequência da dificuldade em ver as pessoas de uma maneira virtuosa. Este mecanismo acaba sendo um dos responsáveis por nos tornar medrosos ao ponto de chorar de desespero, pensando ter encontrado uma pérola rara no fundo do oceano.

    “Ela era perfeita, nunca mais vou encontrar alguém assim.”

    O problema, neste caso, não é exatamente pensar ter encontrado algo raro e precioso. O problema é fechar-se ao fato de que existem outras pérolas no oceano. Outras fontes de beleza, brilho e fascinação estão espalhadas por todo lugar. Apenas perdemos a capacidade de ficar fascinados pelo mundo e pelas pessoas.

    Bloquear o seu próprio progresso e chorar pela liberdade recém adquirida da ex não é o mesmo que atribuir-lhe valor.

    Essa falsa sensação de valor intrínseco nada tem a ver com a pessoa em si, mas com a experiência que temos ao interagir com ela. Experiência tão volátil quanto qualquer oscilação de humor, no entanto tendemos a acreditar na sua solidez no instante no qual apontamos este olhar.

    É assim que, em questão de minutos, a doce e meiga garota deitada na cama, lendo uma revista, pode se tornar um monstro arremessador de pratos. Sua interação vai de uma base de carinho e afeto a outra de medo e raiva em instantes, reagindo à forma como ela se posicionar. Em um momento, olha apaixonado, com uma profunda ternura. Em outro, foge assustado ou a desafia em meio a gritos de raiva. O que efetivamente mudou da princesa para o monstro?

    Às vezes, congelamos o outro numa posição. Uma determinada impressão causada pelo olhar torna-se tão forte que criamos uma fotografia da pesssoa com um rótulo na nossa mente. Ela se torna ex-namorada, ex-amante, ex-esposa e isso traz um profundo desconforto atrelado a uma cegueira que nos impede de ver todo o universo existente ao nosso redor.

    Com qual das duas você prefere lidar? | Foto: Tuani Ladeira

    Não só matamos a pessoa que causa dor, impedindo-a de nascer livremente de uma maneira que não cause aflição, como não permitimos o nascimento de uma outra pessoa ao nosso lado. Nós não deixamos que ela mostre as qualidades que admiramos a ponto de torná-la especial.

    Esta é uma dificuldade que não ocorre apenas depois, mas durante e antes de uma relação. Dificilmente vemos qualquer pessoa diante de nós como um corpo que manifesta diversas qualidades num fluxo contínuo de oscilações de intensidades e formas diferentes. A liberdade que damos ao outro restringe-se àquilo que nos agrada.

    A estrada à frente

    Portanto, quando a estrada se exibe diante de nós, é possível começar a construir um caminho com passadas firmes, apoiadas em pernas mais fortes do que o medo e a insegurança. Precisamos de olhos agudos, que mirem fixos no horizonte e saibam enxergar além das camadas mais grosseiras da percepção do dia-a-dia. Assim, talvez perceba que qualquer pessoa é capaz de repetir exatamente as mesmas experiências que você acabou de viver.

    Começar por criar uma vida cheia de experiências positivas, oferecer o seu melhor em todos os aspectos, investir no seu bem-estar, ler mais e conhecer outros lugares é apenas uma pequena lista do que pode ser feito para não só passar a ver qualidades nos outros como a ver a si próprio de maneira virtuosa – parte essencial do processo, por mais que pareça bobo ou ingênuo.

Foto do autor

Luciano Ribeiro

Designer de Belém, estuda Design de Produtos, apaixonado por ilustração, fotografia e música. Vocalista das bandas Tranze (rock’n roll) e Apócrifo (blues e folk). Escreve, canta, compõe e twitta pelo @luciano_ribeiro.

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    47 comentários

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    • Lucas S

      Matou a pau nesse, luciano!

    • Jota Jota

      Bom texto Luciano, acho que todos nós já passamos por isso. Pessoas vem e vão, um ciclo natural que muitas vezes nós mesmos colocamos obstáculos para seguir em frente. Não nascemos grudados e não somos donos de ninguém. Pena que muita gente descobre isso tarde. Se analizarmos bem, muitas pessoas tem dependência de relacionamentos, uma reação química semelhante à dos vícios. Como dizia o Dr. Love : ”Se chegar o momento de saltar, não exite e salte sem medo sem olhar para trás”.

    • Daniel

      Porra cara, perfeito.
      Não apenas por eu estar passando por essa fase agora mesmo (terminei um relacionamento a 8 dias) mas pela qualidade e utilidade dos conselhos. É sempre difícil seguir em frente após o término de algo que era valorizado, idealizado e projetado como perfeito e duradouro, quiçá para o resto da vida.
      Só tenho a agradecer pelas palavras.
      Parabéns e obrigado.

    • Mister M

      Muito bom! Vou salvar aqui no PC se eu terminar com a minha namorada um dia, ou quando eu terminar com a namorada seguinte, ou a seguinte da seguinte… Os textos do Gitti e de outros colaboradores na Cabana sobre esse assunto também são excelentes.

    • Juliana

      Boa reflexão. Serve também para a vida profissional, pessoal, amigos, etc. Desprender, largar o egoísmo, o medo e seguir em frente é mantra para a vida.

    • Muito bacana Luciano! Acho que qualquer um consegue se identificar com uma boa parte dos exemplos.

      Sempre que algum amigo(a) termina um namoro eu falo: “Cuidado com o Reboud relationship”.

      Rebound é aquele namorinho que você engata logo depois que você termina um relacionamento, algo que acontece tão comumente que até criaram a expressão em inglês

      A rebound relationship is one that occurs shortly after the break-up of a significant love relationship. If you are in a relationship but have distanced yourself emotionally from your relationship partner, you may begin a rebound relationship before you even leave the relationship you are in. If you move quickly from a long lasting relationship into another relationship then you are probably in a “rebound relationship.”

      http://divorcesupport.about.com/od/romanceafterdivorce/p/reboundrelation.htm

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      A gente tem a sensação de ser especial, de ter estruturas internas que ninguém mais tem. Por isso dizemos isso (“Nossa, parece que você escreveu pra mim”) quando vemos um texto que fala das estruturas impessoais, seja de dinâmicas de prazer ou de dor.

      A real é que não temos nada de único ou especial. Os pensamentos que pensamos ser nossos são apenas pensamentos que surgem no espaço e agarramos. Eles não surgem “dentro” de nós. São esses mesmos pensamentos, emoções, perspectivas, ânimos, comportamentos, movimentos, dinâmicas que surgem nos outros. Não tem diferença nenhuma.

      Pessoas com raiva são muito parecidas. Pessoas com orgulho são quase idênticas. Pessoas com ciúme, inveja, depressão, ansiedade… Muda pouca coisa, só uma predisposição ou outra que manifesta aquilo de um jeito ou de outro.

      Abração.

    • RobervalNeto

      O problema é quando você, olhando suas ex-namoradas e as namoradas dos seus amigos, percebe que perdeu uma namorada incrível. Não estou falando de sentimentos de alguém inexperiente, que se apaixonou pela primeira vagina da vida. Digo, você analisa racionalmente e vê que as chances de arrumar outra do mesmo nível são mínimas.

      Some a isto que você vive em um lugar que homens são maioria em qualquer lugar que vá, as poucas mulheres são feias e arrogantes, e o único local com mulheres em bom número são “baladas” sertanejas. (qualquer coincidência com minha vida é mera coincidência). Ah, e você não tem um amigo próximo solteiro para ir aos barzinhos bons para paquerar, que ficam longe e você não tem carro para ir até lá.

      Aí meu amigo, você se ferrou mesmo. Aceito dicas e sugestões.

      Aliás, o texto é bom. Acredito que a maioria das pessoas se identifique com ele (a uns 5 anos atrás, eu me identificaria)

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Roberval, se sua conclusão for essa (“as chances de arrumar outra do mesmo nível são mínimas”), isso significa apenas uma coisa: você não analisou racionalmente, não pensou a coisa toda de modo amplo, até o fim.

    • Weberton, esse site me ajudou numa hora dessas. leia desde os primeiros posts.
      abraço
      http://blogdodoutrina.blogspot.com/

    • Fábio,

      Você me assustou com essa parada de setor jurídico. Pelamordedeus, o pessoal daqui tem que parar de fazer isso. É a segunda vez que acontece! hahaha

    • http://www.facebook.com/thiago.figueredo Thiago Figueredo Cardoso

      Roberval, você já disse o que precisa no seu comentário.

      “você não tem um amigo próximo solteiro para ir aos barzinhos bons para paquerar, que ficam longe e você não tem carro para ir até lá.” — arrume um amigo ou um carro (ou os dois)

      “Some a isto que você vive em um lugar que homens são maioria em qualquer lugar que vá” — se muda daí 😛

      Ao invés de esperar que as condições favoráveis surjam, crie-as.

    • http://www.facebook.com/thiago.figueredo Thiago Figueredo Cardoso

      Roberval, você já disse o que precisa no seu comentário.

      “você não tem um amigo próximo solteiro para ir aos barzinhos bons para paquerar, que ficam longe e você não tem carro para ir até lá.” — arrume um amigo ou um carro (ou os dois)

      “Some a isto que você vive em um lugar que homens são maioria em qualquer lugar que vá” — se muda daí 😛

      Ao invés de esperar que as condições favoráveis surjam, crie-as.

    • Marcos

      Excelente texto, deu uma sacudida nas minhas idéias aqui, já vou aproveitar o início do ano e seguir a estrada que se abriu pra mim no ano passado. 🙂

    • Excelente idéia, Rafael!

      Como você está vivendo a experiência na pele, por que não tenta escrever?

      Abraços!

    • http://www.paulovsk.com/ Paulo Roberto

      Interessante ponto de vista.

    • http://www.paulovsk.com/ Paulo Roberto

      Concordo plenamente.
      Tenho acompanhado sua linha de raciocínio e já te vi mencionar falar desse ponto de vista em outros lugares. E faz cada vez mais sentido.

      Já diria Tyler em Fight Club:

      “You’re not special. You are not a beautiful or unique snowflake. You are the same decaying organic matter as everything else. We are the all singing, all dancing crap of the world. We are all part of the same compost heap.”

      Esse sentimento de que temos algo de especial muitas vezes impede de nos aproximarmos mais das outras pessoas.

      Abraço

    • http://www.paulovsk.com/ Paulo Roberto

      Concordo plenamente.
      Tenho acompanhado sua linha de raciocínio e já te vi mencionar falar desse ponto de vista em outros lugares. E faz cada vez mais sentido.

      Já diria Tyler em Fight Club:

      “You’re not special. You are not a beautiful or unique snowflake. You are the same decaying organic matter as everything else. We are the all singing, all dancing crap of the world. We are all part of the same compost heap.”

      Esse sentimento de que temos algo de especial muitas vezes impede de nos aproximarmos mais das outras pessoas.

      Abraço

    • http://www.paulovsk.com/ Paulo Roberto

      Concordo plenamente.
      Tenho acompanhado sua linha de raciocínio e já te vi mencionar falar desse ponto de vista em outros lugares. E faz cada vez mais sentido.

      Já diria Tyler em Fight Club:

      “You’re not special. You are not a beautiful or unique snowflake. You are the same decaying organic matter as everything else. We are the all singing, all dancing crap of the world. We are all part of the same compost heap.”

      Esse sentimento de que temos algo de especial muitas vezes impede de nos aproximarmos mais das outras pessoas.

      Abraço

    • http://www.paulovsk.com/ Paulo Roberto

      Concordo plenamente.
      Tenho acompanhado sua linha de raciocínio e já te vi mencionar falar desse ponto de vista em outros lugares. E faz cada vez mais sentido.

      Já diria Tyler em Fight Club:

      “You’re not special. You are not a beautiful or unique snowflake. You are the same decaying organic matter as everything else. We are the all singing, all dancing crap of the world. We are all part of the same compost heap.”

      Esse sentimento de que temos algo de especial muitas vezes impede de nos aproximarmos mais das outras pessoas.

      Abraço

    • Romulo

      Cara, que surreal.

      Ontem, quando li o seu texto, pensei: “Caramba, meu amigo precisa ler isso” – ele terminou há uma semana. Um dia depois, eu e minha namorada terminamos um relacionamento de 4 anos… E depois dizem que o mundo não da voltas…

      Abraço!

    • Romulo

      Cara, que surreal.

      Ontem, quando li o seu texto, pensei: “Caramba, meu amigo precisa ler isso” – ele terminou há uma semana. Um dia depois, eu e minha namorada terminamos um relacionamento de 4 anos… E depois dizem que o mundo não da voltas…

      Abraço!

    • Romulo

      Cara, que surreal.

      Ontem, quando li o seu texto, pensei: “Caramba, meu amigo precisa ler isso” – ele terminou há uma semana. Um dia depois, eu e minha namorada terminamos um relacionamento de 4 anos… E depois dizem que o mundo não da voltas…

      Abraço!

    • Romulo

      Cara, que surreal.

      Ontem, quando li o seu texto, pensei: “Caramba, meu amigo precisa ler isso” – ele terminou há uma semana. Um dia depois, eu e minha namorada terminamos um relacionamento de 4 anos… E depois dizem que o mundo não da voltas…

      Abraço!

    • RobervalNeto

      Tenho um bom amigo para sair que ficou solteiro recentemente. Mas além de o cara ainda estar absorvendo o término (a ex-namorada sacaneou feio com ele), ele está prestes a se mudar.

      Falando em mudança, cogitei fazer isto este ano, mas por motivos profissionais resolvi ficar pelo menos mais este ano. Mas se mudar parece ser a melhor alternativa. Problema é que preciso me mudar para um lugar onde eu conheço alguém, senão continuarei sem companhia para sair e, pior, sem ter um amigo para ao menos tomar uma cerva depois do expediente.

      Quanto a criação de oportunidades, no passado fazia inglês, musculação, entre outras atividades. Porém, as mulheres que me envolvi neste período não vieram de nenhuma destas atividades. Isto é, no mínimo, frustrante se você for fazer estas atividades pensando que algo assim possa ocorrer.

      Acho bom dar este pequeno relato para mostrar que, às vezes, você pode estar em uma situação mais complicada do que deveria para esquecer uma ex-namorada rs.

    • RobervalNeto

      Minha análise pode conter falhas, mas ela é bem racional: coloquei meu ambiente e o que ocorre a minha volta, e tirei uma conclusão disto.

    • Rodrigo Carlomagno

      Cambiaghi

      O rebound seria um namorico com a mesma pessoa do relacionamento longo ou com qualquer outra pessoa?

    • Rodrigo Carlomagno

      Fico feliz por ti Bracht! Vejo que a Cabana tá fazendo efeito.

      abraços

    • RobervalNeto

      O homem precisa saber reconhecer o fim do namoro. É triste ver um homem que fica estudando meios de encontrar ou se comunicar com a ex-namorada, na esperança que algo “mágico” ocorra e proporcione uma volta. Isto não vai ocorrer, colega.

      Bem, pode ser apenas minha experiência e traumas, mas a última coisa que quero saber depois de término de namoro é sobre minha ex-namorada. Evito os lugares que ela freqüenta, desapareço do MSN (se necessário, a bloqueio), etc…. enfim, qualquer coisa que possa me dar notícias ou lembrar dela. Alguns podem achar isto doloroso e radical, como se não estivessem dando uma “chance” para uma volta. Isto é besteira. Acreditem, se ela se arrepender, ela irá te procurar de alguma forma.

      Por isto, faça o que é melhor para você e faça com que ela desapareça da sua vida. Quanto antes esquecer dela, melhor será para você.

    • Rodrigo Carlomagno

      Mora em São Carlos Roberval? rs

    • Pablo Fernandes

      com outra pessoa, imagino eu.

    • Rodrigo Carlomagno

      O texto é ótimo mas fiquei um pouco assustado. Posso estar viajando mas gostaria de compartilhar com vocês o meu ponto de vista.

      “A gente tem a sensação de ser especial, de ter estruturas internas que ninguém mais tem. Por isso dizemos isso (“Nossa, parece que você escreveu pra mim”) quando vemos um texto que fala das estruturas impessoais, seja de dinâmicas de prazer ou de dor.”

      Lendo tudo isto mais os comentários, parece que ser humano tem uma “linha de sensação em série”, o que nos torna previsíveis e enfraquecidos. É incrível quando indico a leitura do Não 2 Não 1 para minhas amigas e todas se enxergam nos tópicos; é difícil alguém discordar.

      Fico pensando se as pessoas que têm capacidade analítica e de articulação privilegiadas, não observam essas “brechas no sistema” para poderem seduzir e destruir. O Gitti usa muito bem isto para fazer o bem e orientar, mas o outro lado da moeda certamente existe.

      Já que as sensações são tão idênticas, não é possível desenvolver um método para minimizar o estrago? Se já sabemos o caminho, teoricamente deveríamos saber onde estão as armadilhas.

      Caso contrário teremos sempre a mesma estrutura emocional, aquela que não possui anticorpos para o vírus do sofrimento amoroso.

    • Daet88

      Sensacional! PQP

    • Realmente racional seria questionar a solidez dos seus próprios argumentos.

    • RobertalNeto

      hahahaha, talvez.

    • Andderson_silva

      Caso pudessemos criar um gráfico para os relacionamentos ele seria uma parábola. E o momento certo de terminar é no ponto mais alto. Assim você evita a queda e ainda restam momentos felizes pra lembrar. Relecionamentos acabam, a vida não!
      Andderson Silva

    • RobervalNeto

      São sólidos no presente, e a curto/médio prazo. Inclusive o Rodrigo Carlomagno, que eu não conheço, quase acertou onde moro. Mais sólido que isto, não vejo como.

      Só quero deixar claro que as coisas não são tão simples para alguns. Ás vezes, o mais difícil não é esquecer a ex-namorada, mas lidar com a probabilidade de encontrar outra do mesmo nível depois.

    • Sensacional, quase que um complemento para o texto: “500 Dias Depois Dela”.

      Abraços

    • Andderson,

      A vida acaba também.

      E quanto a esse lance de terminar no ponto mais alto, você está apenas entrando no jogo, tentando vencê-lo. É exatamente o processo que eu descrevi no texto.

    • Danyllo Nery

      Se soubessemos qual o método, o caminho e as armadilhas que Rodrigo perguntou, DE NADA TERIA SENTIDO A VIDA!!!

      Já pensou se todos fossem ricos, bonitos, bons de cama…

      O bom da vida é isso… 😉

    • Jota Jota

      Nada como seu amigos do lado, umas brejas, novas mulheres e muito AC/DC para ficar tranquilo novamente. Você camufla os sentimentos antigos e eles vão desaparecendo.

    • Jota Jota

      Nada como seu amigos do lado, umas brejas, novas mulheres e muito AC/DC para ficar tranquilo novamente. Você camufla os sentimentos antigos e eles vão desaparecendo.

    • Felipe Barba

      Eu estou vivenciando exatamente essa etapa do pós término, “ñ serei feliz sem ela, ela é a melhor de todas, nunca mais encontrarei outra igual”. É óbvio q não encontrarei outra igual, as pessoas são diferentes… Costumo dizer que na minha cabeça as cosias são muito claras, meu corpo, meus sentimentos é que ainda naum se acostumaram com a nova situação.
      Acho que agora é focar na minha vida e seguir o fluxo dos acontecimentos sem medo, ver o q acontece…
      Belo texto que me trouxe ótimas reflexões.

    • RobervalNeto

      Comodismo? Medo de não encontrar algo melhor? Se for o caso, conheço mais de um amigo nesta situação.

    • Nagila Carmo

      Sabe o que é interessante em todos esses comentários? A maioria são de homens, esses que as mulheres falam que são todos iguais e se fossem elas casariam com o primeiro.

      Elas (nós) sou mulher também, falam que você não querem nada com nada, que todos são FDP e o que vejo são homens que estavam em um relacionamento e hoje tem uma grande dificuldade seguir em frente.

      Só consegui seguir em frente quando li a seguinte frase: “Não vou mais tratar como prioridade quem me trata como opção”

      A prioridade sou eu, comecei a sair, fazer novos amigos, academia, bateria que era um sonho…e hoje nem lembro dele!

      Só conseguimos seguir em frente, de parar de se boicotar quando você consegue ver seu verdadeiro valor.

    • doutrinador

      jesus que grupo de auto ajuda masculino, grow a pair.

    • jerry

      Dia 2:
      Realmente foi impossível dormir um minuto sequer. Trabalhar também. Apenas meu corpo estava lá. Ao final da tarde sai pra correr com uns amigos. Depois fui dar uma volta. Caminhar sozinho pelo centro. Mas ainda é impossível não pensar no fato. A vontade de ligar pra saber como ela está é gigantesca. Mas não vou ceder. O pensamento de hoje é: eu sou foda e ela está completamente errada.
      Liguei pra muita gente, marquei encontros. Agora é esperar.
      O que eu preciso fazer agora é arrumar atividades pra distrair a cabeça.
      t+

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